Esta semana perdi uma amiga.
Há quantos anos não a via? 17, 18 anos? Não sei mais. A Vida nos dá caminhos distintos, e o mundo é muito grande mesmo.
Mas parte de minha formação, do que sou hoje, teve muito de sua companhia. Seus irmãos, grandes amigos, seus pais, quase outros pais meus. Muitas vezes dormi lá, aquela coisa adolescente, muito chá nos cafés e lanches (nunca entendi o porquê, mas sempre gostei). E toneladas de pão, pois não era fácil alimentar aquele bando de adolescentes mortos de fome. Uma casa anos em construção, a família toda ajudando.
Guria, é estranho dizer depois de tanto tempo que fazes tanta falta. Não sei se porque representas um pedaço maravilhoso de minha vida de onde extraí tantos aprendizados, experiências, aventuras… e que sem você parece que começa a desmoronar. Vamos chegando aos 40 anos e algumas linhas de nossa juventude querem parecer borradas. E sem você, parece que o dominó do fim quer começar.
“Maldita Vida”, que colhe os bons e ainda deixa os maus com raízes profundas.
Mas não, não é hora de maldizer a Vida. Me perdoe, Vida, somos débeis, e nessas horas em que não te compreendemos é quando mais nos ensina o que precisamos, e que relutamos a aprender de modo simples. É o jeito complicado, eu sei, precisamos disso, infelizmente.
Pois se o sentimento é que tu, Vida, a tiraste de nós, a verdade é que isto não é possível.
Não tem como tirar de mim a lembrança de uma tarde sem ânimo em Camobi, em que sentamos à beira da piscina do Clube Bela Vista e jogamos conversa fora.
Não tem como tirar de mim as risadas que demos quando descobrimos na mesa de centro uma foto 3×4 de um dos irmãos (nem sei se era tua, guria) e vimos que servia pra qualquer um deles – que mãe preguiçosa a de vocês, que fez três filhos iguais por falta de imaginação.
Não tem como tirar de mim, já há bem menos tempo, quando leste a letra de uma música minha numa fase muito dura e me escreveste: “Só tu para me fazer chorar sozinha num laboratório de informática de uma faculdade dos EUA”.
É, guria, “Caminhar a dois é uma arte”, e caminhar sem ti é outra arte que temos que aprender.
É, Vida incompreensível, você a levou mas ela não nos deixou. Sei, é mais um de seus mistérios. E este mistério é que nos consola.
Mas para mim, o mistério mais sutil é o da renovação. No teu último aniversário, guria, nasceu meu filho caçula. Eu nem sabia. Fiquei sabendo hoje.
É, Vida incompreensível, talvez você nos ensine duramente a não deixar para depois Amar. Coisas passam, mas pessoas ficam.
E você vai ficar, Carla.
(Tio Varisco, Tia Lorena, Sandro, Baxo, Lívia… estou com vocês)
Ouça e baixe…
Inicie a música, clique com botão direito em "Download MP3" e peça para "Salvar link como" ou algo semelhante...
Músicas…
Outra tralhas…
-
Últimos Tweets…
- A velocidade da minha Internet, em Centro - Santana do Livramento, é de 4.78 Mbit/s. #testesimet Teste em http://t.co/mVv36GwS 4 de February de 2012
- Se tens mania de perseguição, não tenha twitter. Aqui as pessoas realmente vão te seguir. 16 de November de 2011
- RT @rafaelmamorim: Tirinha: Manja de SQL? http://t.co/DohjdL4o via @ProgramadorREAL cc @rgou 14 de November de 2011
- @jmmadruga Speakerdeck é bem novo, gosto do fato de ser mais clean, estou usando e avaliando. Mas o Slideshare é certamente melhor. 14 de November de 2011
- @jmmadruga Beleza! Espero que goste. 13 de November de 2011
Licença de Uso…
As músicas publicadas neste site estão disponíveis sob a Creative Commons Music Sharing License: você pode copiar, distribuir, exibir e tocá-la em público sem fins comerciais, mas não pode usá-la como base para outro trabalho (como num sampler) ou copiar, distribuir, exibir ou tocá-la com fins comerciais. Deu pra entender?
This work is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Brasil License.
… e fim das reticências.
























