
Eduarda Rosa fazendo pose para foto (na hora de gravar a voz "não pódi" ficar no estúdio!)
No dia em que aconteceu a primeira audição do Gravaêh, duas semanas antes da gravação, tive a oportunidade de conhecer e conversar com a Eduarda Rosa. Guria curiosa e papo bom – algo importante de ressaltar, afinal ela só tem 14 (ou 15 anos). Ela começou a “carreira” cantando música nativista, participando de alguns festivais inclusive, mas começou a ouvir e cantar outras coisas – o que é bom, com o seu imenso potencial.
Foi uma das últimas a fazer a audição, estava num “nervosismo controlado”, aquele estado em que todo mundo sabe que você está nervoso mas na verdade não tem nada aparente. Mas entrou na sala de audição e foi bem – porque, em resumo, é uma ótima cantora.
Mas o curioso da audição foi o Sérgio do Gravaêh contando que as músicas são pré-organizadas para que se faça a seleção por uma funcionária, que ouve um pedaço das músicas, preenche um formulário com um o gênero e faz uma espécie de numeração para o “nome do artista” não influenciar a comissão de avaliação. Ok, o caso é que ela achou que a música que a Eduarda enviou era gospel, e colocou o gênero lá: “Gospel”. E ficou todo mundo da comissão se perguntando porque diacho a música era Gospel… bem, nada contra música Gospel, mas foi uma bela viagem da organizadora…
Trocamos contato depois, obviamente o povo adolescente mais “muderno” é twitter na veia… acabei pesquisando (como faço com todo mundo) a guria na internet, descobri o blog dela: http://eduardarosacantora.blogspot.com/. Ela escreve bem! Me lembrou uma amiga no twitter que mandou os pais ensinarem ortografia para os filhos, porque “sexo eles aprendiam na rua mesmo” – forçado, mas é para lembrar que as últimas gerações escrevem MAL, em geral a geração do miguxês. Mas MUITO mal. Isto dói e prejudica tudo que querem ser.
(Aliás, falando em miguxês, vale a pena conhecer o MiGuXeiToR http://www.coisinha.com.br/miguxeitor/, uma ferramenta tri-útil – ??? – para traduzir do português para as variantes do miguxês, obra do incrível nerd Aurélio Vargas, o “Verde” – veja mais em http://aurelio.net/ e http://www.coisinha.com.br/)

Robson arrancando sangue do Edinho no estúdio do Gravaêh
Fiz questão de ir lá tirar fotos da gravação dela, apesar de minha incompetência em esquecer o cartão de memória em casa, o que me restringiu a poucas (e não tão boas) fotos da gravação dela. Ela foi acompanhada pelo professor Edinho, da El2Banda. Eu cheguei lá para tirar fotos e caiu um toró, então tive que ficar e esperar a chuva passar (também havia esquecido do guarda-chuva mesmo). O Robson, diretor musical do Gravaeh, quase tirou sangue do Edinho: como o Edinho é um excelente instrumentista, gravou zilhares de solos para uma das músicas (um blues que permitia improvisos) e o Robson sempre pedia mais um, dava idéias, realmente feliz por pode extrair sangue do pobre músico. É, o Robson é “mau” (mas isto é assunto para outro post!).
A gravação foi, certamente, uma das melhores surpresas do Gravaêh. Assim, surpresas porque o material gravado foi realmente EXCELENTE, nas duas músicas. Fora o fato das ótimas composições da adolescente Eduarda, os maravilhosos arranjos feitos pelo Edinho – e magistralmente executados por ele e por ela – o que garantiram o entusiasmo da trupe do Gravaêh e minha também. Uma das músicas não se espantem se eles não converterem num heavy metal… realmente tinha toda uma pegada progressiva que poderia muito bem ter uma versão assim. Mas é preciso salientar o arranjo, com vários violões gravados pelo Edinho (eu contei 5 pistas) casando no detalhe com o vocal e 3 vocalises da Eduarda. Realmente, um luxo, e uma grande responsabilidade na hora da mixagem para não perder esta riqueza.

Eduarda Rosa, pai, mãe, e Giovana da El2Banda na técnica do Gravaêh
Mas a maior curiosidade foi a presença dos pais da Eduarda no estúdio. Ela não gosta, nem ensaia em casa se eles ouvirem (a mãe disse que ela vai para um quarto de estudo e ainda liga uma televisão para disfarçar seu “barulho”)… Como dentro do estúdio é possível ver a técnica através de dois monitores de LCD (e também o contrário), depois de cantar o primeiro take da voz, o Sérgio do Gravaêh percebeu que ela estava nervosa, mexendo as mãos e pouco solta ao cantar. Então a mãe perguntou: “ela nos vê aqui?” – “Sim”, respondeu o Sérgio. Imediatamente saíram do ônibus e “sumiram”. Foi um suficiente para a Eduarda abrir um sorriso e cantar solta.
Imagino as pessoas perguntando para os pais da guria: “Bah, sua filha canta bem?” – “Não sei, nunca ouvi!”
Resumo da gravação: não se espante se um dia ouvir esta guria numa rádio.
Adorei sua postagem, bem do jeitinho dela, realmente não gosta que olhem ela cantar…. Mas manda muito bem, adoro e dou maior força… amoooo… Sou madrinha, e fã nº 1… hahahahah
oi meu nome tambem e eduarda eu vi voce na internet estava vendo alguns nomes que chamava eduarda e vi sua foto achei vace linda continue sendo assim uma pessoa maravilhosa nao ti conheso mas so de ver sua foto ja dar pra ver que voce e uma pessoa marravilhosa