Entre madrugadas e manhãs


Rafael Goulart – 19mar2008 – 17:19h

Amigo, me ajude
Pois sou cheio de dúvidas
E disso tenho certeza
Perseguido por escolhas
E não me resta outra opção
A não ser a cada momento
Enveredar-me por um caminho
Deixando outro… pelo caminho

Amigo, veja só
Se me é merecido
Ser obrigado a optar
Pelas madrugadas
Ou pelas manhãs
Ou se curte as madrugadas
Ou acorda-se cedo
E curte-se as manhãs

Quem cedo madruga
Não deleita-se na madrugada
Quem enrrosca-se noite adentro
Não desperta para ver o sol nascer

(Descarto aqui os boêmios
- afinal, meros mortais labutam…)

Aproveitar a inspiração da madrugada
Ou o canto matinal dos pássaros?
A calmaria que acalenta romances
Ou a energia renovada do amanhecer?

Não, sei meu amigo
A cada dia alterno escolhas
A cada fase, a cada momento
De uma ou de outra me alimento
Ora da luz, ora da escuridão
Ora do início, ora do fim
Ora do nascer, ora do morrer
Nos dois um pouco de mim reside

Mas, amigo
A única síntese encontro
Na mais doce companhia
Naquela que me tira o sono
E me desperta em alegria

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