Começando pelo início

Olá, sou Rafael "Shu" Goulart, e este é meu repositório de músicas/letras/cifras/mp3, poesias, histórias...
Além disso junto aqui tutoriais, anotações e dicas diversas de informática, em especial Linux e softwares livres, que é o que eu faço para ganhar a vida.
E, claro, de quaisquer coisas que vierem à cabeça escrever... reflexões e pensamentos tolos sobre a vida...

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QUE SAIA!

Sexta-feira, 1 de Agosto de 2008 -- em Poesias e Textos
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Rafael Goulart - 24jul2008 00:10h

Ás vezes é tanto pra sair
Que não sai
Os poros, a boca, todas as aberturas
E nem que à faca abríssemos um buraco
De todo nosso tamanho
Ainda seria pequeno
Pra sair

Talvez por isso,
É, talvez seja por isso,
Que trancamos
Como medo de, ao sair,
Explodirmos
Nos expormos
Nos fragilizarmos

Às vezes deixamos sair um pouco
Mas seria este pouco o mais importante?
O essencial?
O suficiente?
O resto, o que fazer com ele?
Deixar dentro de nós?
Apodrecendo, deteriorando,
E nos intoxicando de dentro pra fora?
Deixar que nos corroa até à morte
Mesmo uma morte apenas interior
E vagar feito zumbis
Entre outros tantos

Não!
Não!
Não!
Mil vezes não!
Que saia, que exploda!
Mas, que ao explodir,
Que me espalhe pelo mundo!
Espalhando minha voz,
Meu canto,
Minha palavra,
Meus olhares,
Meu amor…

E que eu viva assim
Aberto,
Desnudo,
Mas viva!

Não!
Não!
Não!
Mil vezes não!
Não quero morrer com tanto
Tanto pra dar
Tanto pra dizer
Tanto pra ser
Não morrer
E continuar perambulando

Quero ser, estar, viver,
Aqui, agora
E para sempre
Quero continuar
Para todo sempre
Sendo parte de tudo
E de mim mesmo
E que tudo que tenho
O tanto que tenho
Não seja apenas meu
Mas de tudo
E de todos

Sim!
Sim!
Sim!
Sim, quero ser, estar
Viver
Aqui, agora
Tanto quanto
Me for possível

Portanto…
QUE SAIA!

Farinha

Sexta-feira, 20 de Junho de 2008 -- em Um novo sol
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Numa bela manhã de sol (ops… não é mais um desastre na vida de Joseph Climber, não se preocupe) minha amiga Mag me falou sobre um concurso de jingles que Secretaria Nacional Antidrogas (SENAD) estava promovendo. Eu dei uma olhada mas pensei… putz, jingle? O único que eu tinha me aventurado a fazer foi há uns 6 anos atrás para o primeiro congresso da FASB… mas que nunca mostrei porque fiquei muito “p. da vida” com o organizador do congresso. Bom… e sobre drogas, ou melhor, prevenção de uso de drogas.

Mas… tinha alguns dias, resolvi aceitar o desafio. Só que no mesmo dia me veio uma idéia legal… uma brincadeira sobre gírias do mundo das drogas. E um refrão interessante… acabei gostando do que apareceu. No outro dia pesquisei mais algumas gírias e fiz mais um pedaço da letra. Gravei a música no andamento adequado para que o jingle tivesse 30 segundos, mas de uma edição de um trecho da música, e acabei gravando-a completa.

Ouvi e… putz, gostei! Não sabia se ganharia o concurso, mas tentar não custa muita coisa… empacotei e enviei.

No fim, não ganhei o concurso (tem muita gente boa, e muita gente que enquadra melhor tema do que eu), então não me estresso com isso. Mas ganhei mais uma música no meu repertório…

Em tempo: não conseguiria fazer o jingle se não fosse algo em que não acreditasse, um produto que eu não comprasse ou que não venderia… então… não me sinto “fugindo de meus princípios”.

O resultado do concurso está na página da SENAD.

Farinha [mp3]

Sexta-feira, 20 de Junho de 2008 -- em MP3
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Bom, a gravação é usando o de praxe… guitarra Ibanez com uma distorção, meu fiel baixo Ibanez, microfone Behringer C3, mixer Behringer Xenyx802, Placa Delta 1010LT, meu fiel computador, Hydrogen para o loop de bateria, Sonar para juntar e mixar tudo.

A novidade é que já estou beeeeeeem melhor na mixagem, o baixo mais profundo, a guitarra bem definida, todos os componentes da bateria soando, bumbo marcado, vocais nítidos… muito chão ainda (tenho estudado e aprendido tantas coisas), mas é um divertimento ver minha própria evolução na mixagem. Não tem jeito, este é meu hobbie preferido…

MP3 - Rafael Goulart - Farinha

Farinha [letra]

Sexta-feira, 20 de Junho de 2008 -- em Letras de Músicas
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Rafael Goulart - 20ABR2008 23:30h

Farinha só se for pra fazer pão
Viagem só se for pr’uma praia com amigos
Cheirar só se for um bom perfume
Carreira só se for a da minha profissão

E se você me ver doidão
É de felicidade, meu irmão

A vida nunca vai ser uma droga suficiente
Para eu deixar a droga entrar na minha vida

A vida nunca vai ser uma droga suficiente
Para eu deixar a droga entrar na minha vida

A vida nunca vai ser uma droga suficiente
Para eu deixar a droga entrar na minha vida

Crack(que) só se for quem bate um bolão
Barato só se for pra caber no orçamento
Mato só se for pra acampamento
E erva só se for lá do sul o chimarrão

Sou careta e digo não
A quem quer me ferrar meu irmão

A vida nunca vai ser uma droga suficiente
Para eu deixar a droga entrar na minha vida

A vida nunca vai ser uma droga suficiente
Para eu deixar a droga entrar na minha vida

A vida nunca vai ser uma droga suficiente
Para eu deixar a droga entrar na minha vida

(…)

E se você me ver doidão
É de felicidade, meu irmão

A vida nunca vai ser uma droga suficiente
Para eu deixar a droga entrar na minha vida

A vida nunca vai ser uma droga suficiente
Para eu deixar a droga entrar na minha vida

A vida nunca vai ser uma droga suficiente
Para eu deixar a droga entrar na minha vida

Farinha só se for pra fazer pão
Viagem só se for pr’uma praia com amigos
Cheirar só se for um bom perfume
Carreira só se for a da minha profissão

Palmas, Salão do Livro e o Teatro Mágico

Terça-feira, 13 de Maio de 2008 -- em Poesias e Textos
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Voltando de Palmas, Tocantins, onde fui assistir ao show do Teatro Mágico acompanhado de Mag(nólia) e da Alana (que entrou de gaiato mas garantiu nossa hospedagem “digrátis”), tinha a intenção de falar do show e o quanto seria maravilhoso. Mas não dá pra falar disso apenas - apesar do show ter sido realmente muito legal. A experiência foi maior do que isso…

Bom, começo pela cidade. Conheci Palmas de passagem em janeiro, fiquei duas horas de madrugada na rodoviária aguardando o ônibus para Barreiras (vindo de Balsas no Maranhão). O que senti daquele pequeno translado de ônibus é que a cidade era um lugar onde tudo era longe, ainda com um monte de coisas a construir.

Palácio de Governo

Isto não é equivocado. Realmente, uma cidade planejada, tudo longe… mas em grande parte plana, com coisas bonitas, e num passeio com nosso anfitrião Mauro (que gentilmente deu uma de cicerone e mostrou até o outro lado da represa) pude ver que é uma cidade cheia de atrativos, arborizada, com um trânsito fluente (que vai permanecer um bom tempo por conta das avenidas largas e bem planejadas)… uma capital super agradável. Agora… Quando eu e Mag fomos achar o local do Salão do Livro, onde seria o show do Teatro Mágico… aí nosso queixo caiu. Que local lindo a praça dos Girassóis e todos os edifícios do governo tocantinense, jardins cuidados… o palácio em frente ao Salão do Livro é maravilhoso.

Salão do Livro Tocantins

Ah… o Salão do Livro. Mag ficou feliz de que fosse um evento desses, ela adora, eu também. Mas… talvez para os habitantes da cidade já haja o costume, mas para quem vem de fora… a estrutura impressiona e MUITO. Montada exclusivamente para o evento, um imenso pavilhão em forma de toldo, climatizado, com piso de borracha, praça de alimentação, estandes e mais estandes, vários shows e palestras gratuitos, tudo NO HORÁRIO, nenhum tumulto… várias coisas legais acontecendo, espaço para crianças, espaço para adultos, discussões…

Homem Sovaco

Depois de assistirmos ao show do Teatro Mágico circulamos pela feira e tentamos entrar no espetáculo do Casseta e Planeta em vão - uma fila imensa não nos deu chance. Continuamos então passeando entre livros, nos deleitando e resistindo à tentação de acabarmos com nossas inexistentes economias em tantas tentações literárias. Mas também passavam piratas, moças com vestidos diferentes, para apresentações infantis. Eis que passa um rapaz numa malha vermelha com um capacete prata lembrando o Ultramen. Com um “S” no peito. O parei e perguntei quem era. “Homem Sovaco”, me respondeu. Retruquei: uai, disfarçado de desodorante (o capacete só me fazia pensar nisso…) “Homem Sovaco”, me retrucou. Mais adiante tirei uma foto dele, que gentilmente fez pose de super-herói.

Ainda tive oportunidade de parar num estande de “tudo por três reais” e ao ouvir o comentário de um rapaz sobre uma revista TEX tive a agradável oportunidade de bater um papo sobre Tex, Kit Carson e o resto da “gangue”, além de relembrar o inigualável Groo (site oficial e na wikipedia em português). O rapaz “herdou” revistas do pai e do avô e falava entusiasmado… nossa, boas lembranças.

Cansados, sem possibilidade de assistir o Casseta e Planeta, entramos no “café cultural”, um ambiente bem no meio do salão, isolado acusticamente, todo em madeira, com uma platéia e um palco. Entramos na expectativa de descansar ouvindo uma música, mas estava passando um filme… estranho… até que percebemos que eram diversos trechos de filmes onde se contavam histórias. Olhas na programação: “Café Literário Grego”. Hum… Era o início de uma mini-palestra (ou o final…) de um rapaz de São Paulo que faz um trabalho de contação de histórias em hospitais. O que parecia um chato evento cabeça mostrou-se um momento muito agradável com um contador de histórias (Ilan Brenman)… ele falou de uma experiência muito legal num hospital de São Paulo onde ele e voluntários contam histórias para recém-nascidos e os resultados positivos disto… e então foi contar a história da Odisséia, coisa que eu adorava na juventade apesar de um tanto esquecida. O jeito gostoso e “moderno” de contar fez-me ter vontade de ler novamente.

Café cultura 01

Café cultura 02

Muito legal. E tudo terminou com um pocket show de uma cantora chamada Juliana Maia… fiz questão de ver de perto o percussionista que tocava um cajón (eita, precisa arranjar grana para comprar um…), ele tinha uma mal-formação numa das mãos, o que não o impedia de segurar com competência a percussão do pequeno grupo. Que também tinha um violinista excelente, além da agradáve voz da protagonista. Outra boa surpresa.

Comendo Churros

No final, ainda pude curtir um churros (não é como os de minha terrinha Santa Maria, RS, mas deu pra matar a saudade). Ainda dá para curtir se você estiver lá ou na região. Veja a programação no Site do IV Salão do Livro de Tocantis (de 09 a 18 de maio).

Ok, agora vamos ao Teatro Mágico.

Eu e Mag filmamos, tiramos fotos, dançamos… nos deleitamos com os acrobatas… com o percussionista traduzindo trechos do show em Libras… com o entusiasmo de pessoas que nem sabiam o que iriam assistir… com o os músicos andando no meio do público… em ver tanta gente jovem curtindo algo tão bom… um fã clube pequeno e vibrante juntou-se a várias outras pessoas.

Uma coisa engraçada é que em alguns materiais de publicidade o espetáculo constava na programação infantil (nada demais… afinal as crianças que foram adoraram).

Mas o mais agradável foi depois do show.

Apesar de eu não ter perfil de “tiete” (e nem perto daqueles adolescentes naturalmente enlouquecidos com o pessoal da trupe) queria tirar algumas fotos (mas não comigo, não tenho esta preocupação) e, quem sabe, conversar com os membros da trupe. Bom… eles saíram um a um, aos poucos (atitude sábia). Assim, quando o povo terminava de sugar um, chegava o outro, até que, claro, por último, chegaria o Fernando. Fui tirando fotos deles com os outros, sem atrapalhar a tietagem, até que consegui conversar com o tecladista. Extremamente simpático - aliás, TODOS. Ele comentou que o Fernando ficava sempre até esvaziar, então quem tivesse paciência poderia ter mais tempo. Enquanto esperava, acabamos eu e Mag puxando papo com um senhor de cabelos grisalhos, camisa azul, com um jeito meio estupefato… seu Antônio, de Santos, que estava a trabalho na cidade e entrou por acaso no Salão do Livro e ainda mais por acaso no show do Teatro Mágico. Ele comentou:

Teatro Mágico - Seu Antônio, Gabi e Rafael

“Quando vi aquele povo pintado pensei: poxa, entrei aqui para ver palhaçada… mas quando os vi recitando Fernando Pessoa pensei: palhaço não fala em Fernando Pessoa! E fiquei, e me encantei, eles são fantásticos, acabei comprando um CD, peguei autógrafo, nunca me vi fazendo isso!”

Isto é o que causa o Teatro Mágico.

Com o esvaziamento do pessoal, tivemos contato com Gabi, a acrobata. Absurdamente simpática, nos deu atenção, conversou com seu Antônio, que ficou visivelmente encantado, tirou foto conosco (Mag me convenceu a tirar aquelas fotos clássicas de tiete), e depois ela foi dar atenção a uma criança que estava com o rosto pintado (descobri depois que estavam pintando o rosto das crianças no Salão do Livro, muito lindas). Então pudemos falar com o Fernando, uma tranqüilidade, contei a ele que estive na rádio FM em minha cidade dois dias antes e cantei ao vivo uma música do Teatro Mágico, me perguntou qual é, disse que tinha um site com minhas composições e ele disse: “Precisamos trocar esta figurinha…”

Teatro Mágico - Seu Antônio, Gabi e Rafael

Tiramos fotos “tiete-style” novamente, e então a sensação de que tudo valeu a pena veio: eles são o que são no palco, e fora dele. Todos. Apesar da atenção centrada naturalmente em Fernando, “cacique” da tribo, percebe-se nos arranjos (diferentes do que ouvi em todas as fontes que tive acesso) que são uma irmandade aberta, perguntam o que cada um achou, o que prendeu ou chamou a atenção, ou o que mais se gostou… Nota-se nos olhos de TODOS a satisfação em atender, conversar, trocar idéias.

Sei que são pessoas comuns, com defeitos, que vão ao banheiro, mas deixam a gostosa sensação de que ainda vale a pena lutar por boas causas…

Acho que os fãs terminaram o espetáculo da forma mais adequada: um coro de “obrigado, obrigado”.

Obrigado, Trupe do Teatro Mágico.

Não Sei

Domingo, 20 de Abril de 2008 -- em Poesias e Textos
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Rafael Goulart - 19abr2008 00:30h

Descobri, estupefato
Que já não sei

Não sei se leio a bula
Pois se leio
Não sei se tomo o remédio

Não sei se tomo banho
Pois se tomo
Não sei se lavo a alma

Não sei se lavo a louça
Pois se lavo
Não sei deixar de sujá-la

Não sei se ouço música clássica
Ou se ligo o rádio

Não sei se leio uma enciclopédia
Ou um almanaque

Não sei bem o que penso
Logo, não sei bem como existo

Não sei de tudo
Mas também não sei de nada

Não sei dos outros
Mas também não sei de mim

Não sei da vida
Mas também não sei da morte

Descobri, e ainda mais estupefato
Que nunca soube de nada enfim

E, a bem da verdade
Não saber não me desmerece

Já nem querer saber
Que nada se sabe
Isto sim é crime
Hediondo e inafiançável

Pois o verdadeiro aprendiz
Só nasce e cresce
De sua própria ignorância

Descobri então
Ainda mais feliz que estupefato
Minha ignorância

Vinícius (Carta para Yoñlu)

Quarta-feira, 16 de Abril de 2008 -- em Cartas
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Nestas minhas andanças pela internet encontrei a história de Vinicius Gageiro Marques. Ele era um garoto gaúcho, 16 anos, de uma família com boas condições, passou parte da infância na França onde a mãe fez pós-graduação, era fluente em inglês e francês, estudava música e era um superdotado.

Mas ficou a princípio conhecido não pelo seu talento musical, mas por uma situação trágica: suicidou-se aos 16 anos (em 2006) após pesquisar como fazê-lo na internet, tendo inclusive conversado pouco antes num bate-papo pedindo orientações. Infelizmente, somente após sua morte seus pais encontraram seu verdadeiro tesouro: um computador cheio de músicas que ele mesmo compôs e gravou, diversas delas em inglês, além de fotos e gravuras.

Vinícius tinha um “avatar”, por assim dizer, na internet: Yoñlu, e se apresentava com 26 anos. O que não era difícil de acreditar, pois tinha uma cultura imensa, não apenas musical. Mas, como muitos adolescentes superdotados, não encontrou seu lugar aqui e acabou tirando a própria vida.

Logo que conheci sua história, baixei suas músicas (organizadas por fãs) e fiquei muitíssimo impressionado: não cabe aquilo num garoto de 16 anos. Simplesmente ele tinha muito mais “idade” do que demonstrava, e suas angústias ficaram gravadas em músicas fortes, carregadas de melancolia e experimentalismo… na minha singela opinião, creio que ele simplesmente não tinha maturidade emocional para comportar o que enxergava no mundo… divagações, não temos como saber seus porquês. Mas deixou tudo isso registrado sob a forma de músicas impressionantes.

Talvez as músicas dele não agradem a todos (ninguém agrada), mas ele me marcou muito, em especial por algo muito comum: muitos, mas muitos adolescentes MESMO passam por angústias semelhantes, e também fui um desses. Então, senti-me motivado a fazer-lhe uma singela homenagem, independente da qualidade que tenha.

Tenho sentido vontade de escrever “cartas cantadas” a pessoas, íntimas ou não, e esta foi a primeira.

Quem quiser conhecer mais sobre a história do Yoñlu, visite sua comunidade no Orkut.

Para baixar suas músicas, veja este tópico desta comunidade: http://www.orkut.com/commmsgs.aspx?cmm=50383678&tid=2584738802270621093&start=1

Vinícius (Carta para Yoñlu) [mp3]

Quarta-feira, 16 de Abril de 2008 -- em MP3
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Queria gravar logo esta música… ao todo, creio que gastei umas 3 horas gravando.

Eu passo um tempo afastado dos instrumentos (baixo, guitarra) e sem cantar e já sinto a diferença. Mesmo assim, queria registrar logo esta música.

Fiz uma bateria simples no Hydrogen, gravei uma guitarra base com modulação, a solo (simples, simples) com um pouco de distorção para ter mais peso, meu velho amigo baixo um pouco mais elaborado (nossa, fazia dias que não tocava, doeram meus dedinhos!!), e espero ter colocado a emoção devida… mas ainda tem alguns erros. Vai assim, daqui há alguns dias eu corrijo e regravo os erros.

MP3 - Rafael Goulart - Vinícius (Carta para Yoñlu)

Rafael Goulart - Vinícius (Carta para Y

Vinícius (Carta para Yoñlu) [letra]

Quarta-feira, 16 de Abril de 2008 -- em Letras de Músicas
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Rafael Goulart - 14ABR2008 - 00:25h

O que tenho pra dizer
Não é muito e sei que não
Vai mudar o que já foi

Muito tarde pra você
Que partiu sem acenar
Nem notar o que deixou

Esta história tão chocante
De uma mente assim brilhante
Que jamais achou no mundo
Um local para descansar

Uma angústia verdadeira
Transparente em tal maneira
Que parece me atravessar

Será você em meu lugar?

Se eu pudesse retornar
Ter a chance e lhe contar
Só um pouco sobre mim

Poderias se tocar
Facilmente constatar
Todos fomos, somos… um pouco assim

E sentir-se desgarrado
Incompreendido, mal-amado
Mesmo no conforto
De um bom lar

Já faz parte desta idade
Nesta ou em qualquer cidade
Tanta gente igual vais encontrar

Será você em meu lugar?

O que tenho pra dizer
Não é muito e sei que não
Vai mudar o que já foi

Só me resta agradecer
O que você nos deixou
Pra pensar no que é melhor

E esta forma tão chocante
Que esta mente assim brilhante
Encontrou pra nos
Fazer lembrar

Que se um coração é forte
Nem a sorte, nem a morte
Nem estrelas podem apagar

Será você em meu lugar?
Será você em meu lugar?
Será você em meu lugar?
Será você?

Tempo de Espera

Sexta-feira, 11 de Abril de 2008 -- em Poesias e Textos
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A vida moderna nos fez desaprender a esperar. O ritmo louco, os prazos curtos, a moda ou a imposição de aproveitar a vida ao máximo, o “curtir cada instante” nos acelerou tanto… que esperar tornou-se sinônimo de perda de tempo, de passividade. Intervalos entre atividades são preenchidos com outras atividades. Ter uma manhã livre, um tédio, principalmente se estivermos “presos” ou ilhados.

Hoje me senti assim. Vim para Luís Eduardo Magalhães considerando um ritmo em que não teria tempo livre, e na manhã de sábado iniciaria um curso. Mas adiamos seu início para a próxima semana. E agora? Para evitar carregar peso, não trouxe nenhum livro ou material para estudar. No início, bateu-me o “pavor”; depois acabei aceitando a situação. Assisti TV até ter sono, despertei às 8h para não perder o café do hotel. Depois, agüentei o terrível narrador da F1 (nem vou colocar o nome para não fazer propaganda dele) e zapeei para a TVE Bahia, onde assisit dois programas que já havia visto “por cima” e então pude assistí-los integralmente, pois não tinha nada mais o que fazer…

Mesmo assim, ainda havia um outro “problema”: o que fazer depois do almoço? 1h, 1:30h de espera, sentado num restaurante. Almocei com calma (raro nestes dias…), peguei um papel e pus-me a exercitar minha (in)capacidade de desenho (adoraria desenhar, mas não é minha praia). E então restou-me escrever. Componho escrevendo no papel, mas textos… a idéia de ter que passar a limpo me cansa… mas, com tempo “sobrando”…

Acho que desta experiência, que é diferente de estar sozinho apenas mas no seu meio, entre seus livros, músicas, computadores, tirei a seguinte lição: esperar é estar na obrigação de fazer companhia para si mesmo.

E correndo o risco de descobrir que não somos assim tão boa companhia.