Trouxa Apaixonado
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Rafael Goulart (Janeiro, 1990)
Esta é a primeira música da fase que chamo de “Mais do que tudo”. Ela é de janeiro de 1990, logo depois do Vestibular que prestei na UFSM para Contábeis (Meu Deus, onde estava com a cabeça para cursar Ciências Contábeis…). E foi do vestibular que surgiu a dona da canção
Estava eu na Rua do Acampamento (eita Santa Maria…), esperando o “buzu” para voltar pra casa, sábado, um dia antes do vestibular. Chega uma garota e me pergunta : “É aqui que se pega o ônibus para a Universidade?” “Sim, é o que vou pegar”, respondi encantado. Ela estava com sua mãe, iria fazer o vestibular também e queria adiantar-se na procura do local de prova. Um cabelo castanho com corte channel, pele clara, belas curvas, um sorriso contagiante… É, fui fisgado. Luciana de Holanda Emer, seu nome. Eu iria descer no caminho, mas fui com ela até a Universidade, andamos por lá (o campus é enorme) até encontrar sua sala, marcamos para nos falarmos nos outros dias, acabei lhe vendo no último dia apenas. Fiquei com seu telefone para lhe dar o resultado do listão, mas infelizmente ela não passou, e nunca mais a vi.
Daí nasceu “Trouxa Apaixonado”. Minha insuportável chatice, meu irritante perfeccionismo não descansou enquanto não pus algo marcante na música, mas invisível aos ouvidos: a música é um acróstico. Acróstico é quando as primeiras letras de cada verso formam uma palavra ou frase. Vista assim, pode-se ler:
“LUCIANA PARANA LUCIANA EMER LUCIANA EMER LU LU…”
Paraná é estado onde ela morava, Emer seu sobrenome, e Lu o apelido pelo qual sua mãe lhe chamava.
Nossa, como sou um porre! Este perfeccionismo me perseguiu durante muito tempo, hoje estou mais calmo. Musicalmente, a canção utiliza uma solução harmônica simples (I – I7 – IV – Ivm). Inicialmente foi composta para ser tocada com ritmo mais agitado, com contrabaixo mais marcante (na época eu tocava baixo também). Lembro de eu e o Márcio ensaiando na casa do Becho (Luís Bonecarrère). A intenção era formar uma banda contando ainda com o Leonardo “Massachussets” (o apelido foi Márcio quem deu para sacanear seu probleminha de dicção… “xxxxx”) na bateria. Que futuro: o Becho nunca aprendeu a tocar nada (ou talvez nem isso… hehehe…), o “Massa” era um baterista que só tinha baquetas (literalmente) e eu e o Márcio então… Bom, voltando à música, depois que fiquei mais ensimesmado na composição, criei um arranjo só para violões, usando o solinho que tinha criado anteriormente.
Apesar de tudo o que me xinguei, sou fã desta música. Ela me colocou num estágio diferente, com um acabamento melhor. Mas o mais importante: mostrou-me que o melhor que faço vem de meus sentimentos, e o que mexe mais comigo não poderia ser outro: a paixão. Mais tarde, iria descobri outros, como a saudade, o ciúme, estes ligados à paixão. Pode parecer absurdo, mas apesar de utilizar a palavra “amor” em algumas canções, poucas delas são de amor, mas sim de paixão. Mal usamos a palavra “amor”, jogamos ao vento e depois a traímos.
Mas isto é assunto para bem mais adiante.







Sábado, 26 de Janeiro de 2008 ás 13:35
olá, por um acaso entrei no seu site, um nome me chamou a atençao, “luciana de hollanda emer” conheço uma pessoa com esse nome, com a descrição que vc deu! vc sabe onde ela mora? o que ela faz? ela chegou a ouvir a musica? se quiser entrar em contato me escreva, se vc quer encontra-la, talves posso ajudar, abraço